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AbraMG se reúne em Brasília com Secretário da Saúde e técnicos do MS

01/07/2012
AbraMG

Ata da reunião da ABRA MG em Brasília, dia 20 de junho de 2012.

Local: FIOCRUZ, de 11 às 12h30min.

Participantes:

- Deputada Federal Jô Moraes

- Dr. Helvécio Miranda Magalhães Junior- secretário de saúde

-Dr. Paulo Bonilha- coordenador da Atenção à Saúde da Criança e Adolescente do MS.

-Dra. Patrícia -  coordenadora da Atenção às Doenças Crônicas do MS.

- Magna Maria Silva- Representante leiga da ABRA MG (Associação de Asmáticos de Minas Gerais)

- Dra. Corina Toscano Sad- Vice-Presidente da ABRA MG

- Dr. Guilherme Freire Garcia- Diretor científico da ABRA MG

A reunião foi agendada pela Deputada Jô Moraes, sensibilizada pela questão da asma no Brasil, que fomentou uma reunião do Executivo, Legislativo e representante da Sociedade Civil. Após esta reunião, a deputada fez pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados sobre o dia nacional da asma 21 de junho, comentando a presença da ABRA MG em Brasília.

Assunto:

Inicialmente, Dra. Corina e Dr. Guilherme, médicos da diretoria da ABRA MG, relataram seus conflitos de interesse.  Em seguida, foram apresentados  plano de ação, criação, atividades desenvolvidas, objetivos, financiamento e divulgação na imprensa da associação de asmáticos.  Magna apresentou os problemas críticos enfrentados pelos asmáticos em Minas Gerais e na finalização foi apresentado o panorama nacional de hospitalização e mortalidade por asma no Brasil e as iniciativas já existentes, analisando seus pontos fortes e fracos.

Dentro das competências da ABRA MG, foram apontadas sugestões para educação de asmáticos e proposto protocolo para facilitar o atendimento dos asmáticos na atenção primária, sendo ressaltada  a importância da participação ativa dos pacientes nos programas de tratamento.

Após a apresentação, Dr. Helvécio apresentou os programas de saúde do Governo Federal, reforçando que as doenças respiratórias estão entre as cinco prioridades de ação em doenças crônicas. Destacou que a Sociedade Civil pode contribuir para elaboração de políticas públicas que incluem a asma, o que será iniciado em agosto de 2012 e sugeriu a participação da ABRA MG em reuniões futuras. Observou também que a diminuição da internação por asma, de 50% nos últimos 10 anos é fato reconhecido internacionalmente, mas que apesar disso, não houve redução significativa da mortalidade por asma em adultos.

Resumo das principais ações necessárias para o tratamento integral da asma, apontadas na reunião:

1-      Treinamento do transporte de urgência, das urgências e terapia intensiva em asma.

2-      Treinamento da assistência em asma da rede primária, tanto infantil como de adultos.

3-      Equipe multiprofissional

4-      Melhora do atendimento secundário, com facilidade ao acesso aos especialistas em asma, quando indicado, e à espirometria.

5-      Estruturação de centros de referências em doenças respiratórias, com monitoramento de resultados.

6-      A asma de difícil controle deveria ser tratada como gestão de casos, devido à gravidade, alta mortalidade e custos. A medicação de alto custo, hoje adquirida por via judicial, deverá ser avaliada pela CONITEC (Comissão Nacional de Inovação Tecnológica). Parcerias com a Indústria farmacêutica podem ser feitas em casos especiais.

7-      Nos casos localizados de demanda judicial, propôs a formação de câmara constituída por representantes dos pacientes, gestores, judiciário e associações, nos moldes do que já acontece em nível nacional e também em Belo Horizonte.

8-      Considerou pertinente a ideia de um protocolo ágil de acessível para profissionais e pacientes asmáticos para melhorar a informação, proposto pela ABRA MG.

9-      Dr. Helvécio acha viável a disponibilização no “Programa Aqui tem Farmácia Popular” das medicações asmáticas só fornecidas em protocolos estaduais, em 35.000 postos de atendimento, que isto seria melhor do que o governo comprar a medicação e distribuí-la. Houve um aumento importante do consumo da medicação de asma após incorporação na farmácia popular, mais do que diabetes e hipertensão.

10-   O monitoramento para asmáticos por call centers seria uma solução para melhorar a adesão do asmático grave, incluindo todos que se internaram por asma.

11-   Embora reconheça a necessidade de fomentar a existência de associações de pacientes, o financiamento da ABRA MG com recursos do MS encontra empecilhos legais.

Reunião da AbraMG no Ministério da Saúde

Prezados Helvécio e Deputada Jô Moraes,

Esta reunião, agendada pelo Legislativo, significou para nós algo especial. O ministro da Saúde, bem intencionado, dando explicações para uma paciente, que mora na periferia de Belo Horizonte com todas as dificuldades inerentes às grandes cidades, porém com um coração de ouro (e  faz trabalho voluntário em casa que abriga crianças com paralisia cerebral). Esse encontro costura os nós de uma corrente, unindo as pontas do Brasil na democracia e no espírito do bem de todos. É o que constrói um grande país! Parabéns pela postura grandiosa, onde as grandes e pequenas coisas têm o mesmo tamanho e são muito importantes, quando a solidão do abandono e do poder se transforma em aliança.

AbraMG com a Dep Jô Moraes

Diretoria da AbraMG

Palestra de maio/2012 “Internações e mortes por asma: é possível evitar?”

16/06/2012

Estima-se que existam 300 milhões de pessoas asmáticas no mundo. No Brasil, de 10 a 20% das pessoas podem desenvolver asma. Episódios recorrentes de falta de ar, chiado e aperto no peito, desencadeados por substâncias alérgicas, como mofo, poeira, pelo de animais, perfumes, além de mudanças climáticas e infecções respiratórias são os principais fatores que provocam a doença que, em um grau mais avançado, pode levar às internações e causar a morte.

Para alertar a população sobre os riscos da enfermidade, os Departamentos de Alergia, Pediatria e Pneumologia da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em parceria com a Associação Brasileira de Asmáticos (AbraMG), promoveram a palestra com o tema ainda pouco discutido. A palestra, gratuita, foi ministrada pelo pneumologista Guilherme Freire Garcia, diretor da AbraMG.

Em uma crise grave, que eventualmente pode evoluir para óbito, o paciente tem falta de ar intensa, pode apresentar agitação e posteriormente sonolência, pode ficar com as extremidades arroxeadas e ter dificuldade para falar uma frase inteira sem pausa para respirar. “Pode haver limitação da atividade física de pacientes com asma mal controlada. O paciente não tratado tem a possibilidade de piora da capacidade pulmonar a longo prazo e até mesmo morrer.”

O pneumologista explica que a prevenção é feita com a manutenção dos ambientes domiciliar e de trabalho livres de poeira, mofo e de outros fatores que levam às crises. “Na crise aguda, os broncodilatadores de ação rápida são utilizados e nos casos graves é necessário que sejam ministrados corticóides via oral ou injetável, além do uso de oxigenioterapia (cilindros de oxigênio que levam ar ao pulmão). Na fase crônica, para os pacientes com asma persistente, são necessários os corticóides inalatórios, popularmente conhecidas como bombinhas e broncodilatadores de ação prolongada”.

Há outros aspectos importante que devem ser levados em consideração para evitar a morte por asma: “Do ponto de vista do paciente, é necessário que ele reconheça a doença como potencialmente grave e siga o tratamento indicado para seu caso. Ainda é importante que ele saiba reconhecer uma crise grave e procurar serviço médico imediatamente. O médico também deve ser capaz de avaliar e tratá-lo adequadamente. Quanto ao sistema de saúde, é necessário transporte adequado no momento do socorro e a disponibilização de leitos de unidades de terapia intensiva para os casos que demandem maior cuidado”, reforça Garcia.

Segundo o Datasus, nos últimos 10 anos, cerca de duas mil e quinhentas pessoas morreram por ano no Brasil em decorrência da asma, o que representa sete óbitos por dia. Os pacientes com mais risco de morte, segundo especialistas, são os que já tiveram uma internação anterior no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) por asma, não fazem o tratamento correto, utilizam frequentemente a bombinha de alívio (mais do que um frasco por mês), com distúrbio psiquiátrico e que usam sedativos.

O blog da AbraMG disponibiliza a palestra na íntegra. Acesse com um clique no link abaixo.

Palestra AbraMG Mortalidade na asma

Platéia de asmáticos em Belo Horizonte.

DIA MUNDIAL DA ASMA NO 1º DE MAIO DE 2012: temos o que comemorar?

01/05/2012
AbraMG

Mundiasma 2012 e a AbraMG


O dia Mundial da Asma, celebrado desde 1998, é comemorado na primeira terça-feira do mês de maio. Neste ano de 2012 a data coincidiu com o feriado do 1º DE MAIO. No Brasil, encabeçada pela Iniciativa Global contra a Asma (GINA), a data serve de alerta contra a doença, responsável por 250 mil mortes prematuras em todo o mundo, três mil delas só no Brasil. Quase todas poderiam ser prevenidas com tratamento adequado.

O principal objetivo da iniciativa GINA, de lideranças e de associações interessadas no combate à asma em todo o mundo é criar esta cultura de tratamento contínuo, evitando a necessidade de hospitalizações ou atendimentos de emergência no momento das crises, que podem ser fatais.

A asma é uma doença crônica de alta prevalência e um problema de saúde pública.  Afeta pessoas de todas as idades e, se não controlada, acarreta limitações das atividades diárias e pode levar á morte. Causada por uma inflamatória crônica das vias aéreas, a asma ataca o sistema respiratório e resulta na redução ou até mesmo obstrução no fluxo de ar. A inflamação crônica é associada a uma hiperrresponsividade das vias aéreas que levam a episódios recorrentes de chiado, cansaço, aperto no peito e tosse, particularmente á noite ou no início da manhã.  Dependendo da gravidade da asma, a pessoa pode ficar completamente sem sintomas durante as crises, embora a situação que mais prevaleça seja os sintomas passarem despercebidos ou atribuídos erroneamente á falta de condicionamento físico.

Sua fisiopatologia está relacionada à interação entre fatores genéticos e ambientais e, portanto, os filhos de pais asmáticos e  pessoas que vivem em áreas urbanas têm risco mais elevado desenvolverem a doença. Outros fatores implicados na doença são as alergias, as infecções respiratórias e a obesidade. Importante é reconhecer os desencadeantes das crises de asma que podem ser diferentes para cada pessoa: poeira, cheiros forte, fumo, pelos de animais, grandes altitudes, variações de temperatura, estresse emocional e até exercícios físicos.

O diagnóstico é principalmente clínico e o tratamento inclui medicamentos que melhorem o fluxo aéreo na crise asmática e medicamentos anti-inflamatórios, principalmente a base de corticoides, ao lado de medidas educativas. A grande maioria desses medicamentos é inalada diretamente para os pulmões.  As bombinhas, pois assim ficaram conhecidas entre nós, brasileiros, estão disponíveis desde a década de 70. Podem ser encontradas em monoterapia ou combinações de medicamentos para melhorar a eficácia e em várias opções de dispositivo, facilitando a inalação para bebês, crianças, adultos e idosos.  Existem várias delas disponíveis no SUS, aliás, ressalta-se que há tratamentos gratuitos  ou subsidiados para todas as formas da doença: leve, moderada ou grave. Alguns medicamentos podem ser encontrados nos postos de saúde do SUS ou nos locais de dispensação das secretarias estaduais de saúde de acordo com a complexidade da doença e também com custo muito acessível, no programa da Farmácia Popular.

DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE A ASMA

Estima-se que 10% da população brasileira tenha a doença, mas apenas 20 a 30% dos pacientes seguem o tratamento corretamente. A grande maioria abandona o tratamento porque acredita que não precisa do tratamento e só usa a bombinha na crise, sem controle médico. A doença mata por ano no Brasil cerca de 2500 pessoas (sete por dia). Foram 156 mil hospitalizações por asma em 2011, segundo o Ministério da Saúde. Grande parte dessas mortes (37%) ocorreu em pessoas com mais de 75 anos.

Todos esses danos são evitáveis com o tratamento adequado e com maior disseminação da cultura do autocuidado.

ABANDONO DOS REMÉDIOS POR CONTA PRÓPRIA É A MAIOR CAUSA DE MORTE PELA DOENÇA.

Os asmáticos abandonam o tratamento porque ainda acreditam na cura pelos medicamentos, embora nenhum medicamento ou tratamento cure a asma. É possível conseguir o controle da doença, usando esquemas de tratamento diferentes em cada pessoa. Somente após acompanhamento adequado e monitoramento do controle da doença, é possível em alguns casos, a retirada dos medicamentos controladores. E mesmo com o tratamento adequado, em ataques mais graves, que incluem aqueles com maiores dificuldades para respirar e falar, é imprescindível procurar assistência médica.

O CUSTO DA ASMA

É muito elevado o custo social e econômico para a família da pessoa com asma. As numerosas exacerbações levam à procura constante dos serviços de emergência e as frequentes hospitalizações refletem a precariedade da assistência à doença, elevando os gastos com a assistência emergencial e os custos da doença sem causar nenhum impacto na vida do paciente asmático.

A ASMA NA SAÚDE PÚBLICA DO BRASIL: é hora de avançar!

                 A abordagem da asma pelas políticas públicas de saúde avançou muito nesta primeira década do terceiro milênio. Várias portarias e numerosos programas de saúde, espalhados pelos municípios brasileiros, mostram que assistência à doença evoluiu muito em alguns deles, evidenciando uma preocupação com a integralidade das ações de saúde.

A meta mundial ancorada na campanha do Dia Mundial da Asma é reduzir as hospitalizações até 2015 em 50% e no Brasil, felizmente, conseguimos ultrapassar essa meta. O número de internações de pacientes com asma pelo Sistema Único de Saúde caiu 61% nos últimos onze anos, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2012. De um total de 397.333 internações, em 2000, a rede pública de saúde registrou 192.601 pacientes, em 2010 e 156.000 pacientes em 2011. A nossa tarefa agora é, portanto, reduzir as mortes prematuras por asma.

A assistência integral é sem dúvida um pilar que cada vez mais se faz necessário em doenças crônicas como a asma. A abordagem integral da asma passa por um eixo no qual o atendimento por múltiplos profissionais torna-se obrigatório para ampliar as possibilidades de assistir ao asmático em toda sua complexidade. Então também incluímos aqui a luta por atendimento por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais, cada qual contribuindo para o controle da doença.

As informações sobre asma e seu tratamento precisam chegar a todos os brasileiros, como já chegaram os medicamentos.  Precisamos aprender a cuidar de nós mesmos, da asma que temos; a Equipe de Saúde da Família precisa conhecer os asmáticos de sua comunidade; os profissionais de saúde precisam reciclar seus conhecimentos e a forma de abordar o asmático oferecendo o melhor tratamento disponível e desmistificando conceitos errôneos que dificultam o controle da doença; os gestores de saúde precisam ofertar medicamentos essenciais na Farmácia Básica e procurar meios de ofertar assistência com qualidade, incluindo aí facilitar o acesso aos medidores de pico expiratório e espirometria, ferramentas importantes no manejo de asmáticos de maior gravidade.

Nesta luta precisamos mobilizar não apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde, imprensa, lideranças políticas e sociedade. Temos a oportunidade de usar nossos próprios recursos para ampliar e consolidar as conquistas na área da saúde particularmente no que diz respeito à asma no território brasileiro e nós, da AbraMG, gostaríamos de convidar todos a agir com maior determinação neste momento.

A AbraMG promove uma palestra no dia 9 de maio, ás 19h, na Avenida João Pinheiro nº 166, sede da Associação Médica de Minas Gerais, cujo tema será “Hospitalizações e mortes por asma: é possível evitar?” com os palestrantes Dr Guilherme Freire Garcia e Dra Laura Lasmar.

Participe de mais uma campanha para melhorar a qualidade de vida do asmático e seus familiares. A entrada é gratuita.

Direção da AbraMG

A asma ainda é causa de morte no Brasil e no mundo

20/02/2012

Duas mortes causadas pela asma ainda causam espanto tanto aqui como no mundo. Apenas neste mês de fevereiro, duas vidas foram ceifadas pela doença:Marcelo Dino, adolescente de 13 anos em Brasília-DF e Anthony Shadid, premiado jornalista americano de origem libanesa de 43 anos. Este último morreu durante uma cobertura jornalística na Síria, clandestina e arriscada, porém típica de um profissional “determinado a ser testemunha da transformação que varre o Oriente Médio” (palavras de seu próprio pai). Alérgico ao cavalo que o transportava para a fora do país, começou a passar mal durante a viagem mas não resistiu ao ataque de asma. Seu pai confirmou que ele era asmático desde a infância.

O QUE É ASMA?

A asma é uma doença crônica com componentes hereditário e ambiental determinantes para seu aparecimento. Têm risco mais elevado ter a doença os filhos de pais asmáticos e  pessoas que vivem em areas urbanas, com muita poluição. Outros fatores que levam a doença são as alergias e as infecções respiratórias. Importante é reconhecer os desencadeantes das crises de asma, chamados gatilhos, que podem ser diferentes para cada pessoa: poeira, cheiros forte, fumo, pelos de animais, grandes altitudes, variações de temperatura, estresse emocional e até exercícios físicos. Esses estímulos estreitam os brônquios e dificultam a passagem do ar.

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Principais sintomas da asma

  • aperto no peito
  •  chiado
  •  tosse
  • falta de ar

Como é o tratamento?

Dependendo da gravidade da doença, há necessidade de uso diário e prolongado de medicamentos anti-inflamatórios inalados a base de corticosteróides. Evitam a resposta inflamatória do organismo e são eficazes para reduzir os sintomas de asma. Quando usados por períodos prolongados, os corticóides inalados reduzem as chances de ataques de asma, tornando as vias aéreas menos sensíveis a certos estímulos.

As bombinhas com broncodilatadores podem ser associadas aos corticóides para aliviar os sintomas em caso de crises ou nas formas mais graves. Os broncodilatadores de longa ação são usados diariamente e os de curta ação são usados somente nas crises, quando necessários.

DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE A ASMA

Estima-se que 10% da população tenha a doença, mas apenas 20 a 30% dos pacientes seguem o tratamento corretamente. A grande maioria abandona o tratamento porque acredita que não precisa do tratamento e só usa a bombinha na crise, sem controle médico. Somente após acompanhamento adequado e monitoramento do controle da doença, é possível em alguns casos, a retirada dos medicamentos controladores. E mesmo com o tratamento adequado, em ataques mais graves, que incluem aqueles com maiores dificuldades para respirar e falar, é imprescindível procurar assistência médica.

A doença mata por ano no Brasil cerca de 2500 pessoas (sete por dia). Foram 156 mil hospitalizações por asma em 2011, segundo o Ministério da Saúde. Grande parte dessas mortes (37%) ocorreram em pessoas com mais de 75 anos.

ABANDONO DOS REMÉDIOS POR CONTA PRÓPRIA É A MAIOR CAUSA DE MORTE PELA DOENÇA

Todos esses danos são evitáveis com o tratamento adequado. Existem tratamentos subsidiados ou gratuitos  para todas as formas da doença: leve, moderada ou grave. Alguns medicamentos podem ser encontrados no programa da Farmácia Popular e nos postos de saúde do SUS ou nos locais de dispensação das secretarias estaduais de saúde, de acordo com a complexidade da doença e o custo do tratamento. Existem algumas novas formas de tratamento para as formas graves da doença que ainda são inacessíveis à maioria dos pacientes devido a seu alto custo ou falta de equipamentos. É o caso do medicamento imunobiológico injetável, omalizumab, e do procedimento cirúrgico chamado termoplastia. Neste procedimento, um tubo leva até os brônquios um dispositivo gerador de calor. O aquecimento faz a musculatura lisa dos brônquios perder a força de contração. Este equipamento ainda não foi aprovado no Brasil.

A AbraMG promoverá a primeira palestra sobre asma no dia 7 de março, quarta-feira, às 19h. O tema escolhido foi “Qualidade de vida na asma”. Compareçam! A entrada é franca e o local, na sede da Associação Médica de Minas Gerais, na Av. João Pinheiro, 161- Centro.

Fonte: http://www.folha.com/saude

 

 

Aspectos psicológicos na asma

31/01/2012

Em agosto a Associação Brasileira de Asmáticos (Abra-MG) promoveu em parceria com Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), a palestra “Aspectos psicológicos da asma”. Como o tema é pouco debatido entre os profissionais que lidam com a doença, houve grande interesse dos presentes na platéia.
A palestrante, Fernanda Kalil, Psicóloga clínica, professora da pós-graduação em Psicologia Hospitalar da Universidade Fumec, explicou os principais sintomas psicológicos que acompanham a doença. De acordo com especialistas, qualquer paciente (adulto, criança e adolescente) pode apresentar fatores psicológicos que interferem no controle da asma. Segundo Kalil, não há como definir sintomas emocionais específicos que desencadeiam a asma ou interferem no tratamento: “Os sinais têm significados próprios que estão relacionados à história de vida de cada pessoa. São exemplos a ansiedade, compulsão, depressão, entre outros.” Ela salientou que aflições, culpas, medos e discordâncias no modo de conduzir o tratamento podem boicotar a adesão do paciente. A psicóloga esclareceu que a asma não é primordialmente de fundo emocional. “As emoções podem funcionar como um gatilho para o aparecimento ou piora da doença.”
A asma é uma doença crônica das vias aéreas causada por uma inflamação nos brônquios, geralmente de origem alérgica, com forte componente genético e ambiental. A alergia é a principal causa. “Embora geralmente a asma apareça nos primeiros seis anos de vida, é importante frisar que ela pode acometer pessoas de qualquer idade”. Os sintomas emocionais são somados aos sintomas típicos da doença: tosse seca intermitente ou contínua, chiado, falta de ar ou aperto no peito. Neste caso, todos devem ficar em alerta aos indícios de que os existem sintomas emocionais influenciando o curso da doença. Portanto a asma deve ser individualizada, porque a doença pode ser diferente para cada pessoa. Os desencadeantes também podem mudar ao longo da vida.
Dentre os gatilhos ambientais foram destacados:
• Poeira doméstica
• Pelos de animais
• Fumaça de cigarro
• Poluição
• Pó de giz
• Odores fortes
• Mudanças de temperatura
• Exercícios físicos
Já os gatilhos emocionais não devem ser negligenciados:
• Situações de forte tensão emocional com diferentes conteúdos: ansiedade, raiva, medo.
• Crise: véspera vestibular, casamento, estresse no trabalho…
• Sugestão: estímulos estressogênicos: mera representação ou imagem como, por exemplo, um filme – representada uma situação “de frio”:um condicionamento que desencadeia a ansiedade.

Será que a minha asma tem “fundo” emocional?

A participação de componentes emocionais como causa ou no curso da asma deve ser observada quando:
• Existem suspeitas que fatores emocionais participem como gatilho de crises
• Houver persistência ou agravamento da doença
• Não houver percepção de melhora da doença
• Pode ser causa possível do abandono do tratamento
Outro ponto muito importante abordado pela palestrante foi que os sintomas clínicos são considerados a parte visível da doença. Os aspectos psicológicos podem ficar submersos no inconsciente e por não serem trabalhados, ficam “escondidos”, dificultando a melhora da pessoa. A psicóloga Fernanda Kalil afirmou que quando o paciente encontra espaço para revelar fatos que o afligem e tem apoio para superá-los, fica mais fácil para ele compreender a sua doença e lidar com ela. “Considero que os fatores emocionais dos pacientes devem ser explorados, às vezes na forma de uma boa escuta clínica por parte do especialista. Isto pode fazer uma grande diferença para o sucesso do tratamento do paciente com asma.”



Fumo e asma: impossível dar certo

06/11/2011

 As consequências do fumo na pessoa asmática foi o tema da palestra de outubro, proferida pela  pneumologista pediátrica e presidente da Comissão de Controle do Tabagismo, Alcoolismo e Uso de Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais (Contad-AMMG), Maria das Graças Rodrigues de Oliveira. Veja abaixo os principais tópicos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é a maior causa evitável de doença e morte no mundo, sendo responsável  por 6 das 8 principais causas de morte. Anualmente, morrem cerca de 5 milhões de fumantes no mundo, sendo 200 mil no Brasil. De cada dois fumantes regulares, um morrerá em conseqüência das doenças provocadas pelo fumo. O fumo do tabaco, em suas várias formas (cigarro, cachimbo, charuto, cigarro de palha, rapé, fumo de rolo, bidis, narguilé e outros), contém aproximadamente 5 mil substâncias tóxicas que são responsáveis, direta ou indiretamente, por mais de 50 doenças. As mais frequentes são o câncer (de diversos locais do corpo), doenças do coração e vasos sangüíneos e dos pulmões.

A exposição de não-fumantes à poluição do ambiente causada pelo fumo (tabagismo passivo) aumenta o risco de câncer do pulmão, infarto do miocárdio e outras doenças.  A gestante que fuma tem um risco aumentado de complicações da gravidez, como abortos, sangramentos, partos prematuros, etc. Pode  haver danos para o bebê, como baixo peso de nascimento, aumento do risco de morte súbita infantil, doenças respiratórias nos primeiros anos de vida e comprometimento da inteligência. As crianças que convivem com fumantes têm maior risco de apresentar  infecções respiratórias (pneumonias  e outras),  asma brônquica e de morrer em conseqüência das mesmas.

TABAGISMO E ASMA

Segundo estudos, de 25% a 35% dos pacientes portadores de asma são fumantes regulares. Fatores imunológicos e não imunológicos são importantes desencadeadores da asma, entre os quais está o tabagismo ativo e a exposição ao tabagismo ambiental (tabagismo passivo).

TABAGISMO ATIVO E ASMA

O tabagismo ativo é associado com a piora dos sintomas e aumento da gravidade da asma, alta frequência de utilização dos serviços de saúde e internações, menor controle e resposta reduzida ao tratamento com corticosteróides, além do declínio acelerado da função pulmonar. Ocorre também aumento do remodelamento das vias aéreas e piora da qualidade de vida.

TABAGISMO PASSIVO E ASMA

Vários estudos mostram que a exposição do feto ao fumo materno durante a gravidez  pode levar a alterações do desenvolvimento pulmonar, com aumento do risco de doenças respiratórias, incluindo asma e chieira não alérgica em idade precoce.

Durante a infância, a exposição ao tabagismo dos pais, principalmente da mãe, ou de outros cuidadores da criança, pode desencadear o aparecimento da asma, aumentar a sua gravidade, provocar crises mais freqüentes com maior necessidade de internações, redução da função pulmonar e piora da qualidade de vida.

Cerca de 30% das mulheres fumam durante a gravidez e a maioria continua a fumar depois do parto. Neste caso, o risco de asma e outras doenças respiratórias é muito aumentado.

CONCLUSÃO

Fumo e asma são absolutamente incompatíveis. Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde informem, aconselhem e apóiem seus pacientes asmáticos para a cessação do tabagismo.

Dia Mundial de combate à asma em BH: elo com a rinite

07/06/2011
auditório da AMMG

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Asma, celebrado na primeira terça-feira do mês de maio, a Associação Brasileira de Asmáticos (Abra-MG), promoveu a palestra gratuita “A importância do tratamento da rinite para o controle da asma”, no último dia 5 de maio.

A alergista e pneumologista infantil Marisa Lages Ribeiro  esclareceu a população sobre as duas doenças, suas formas de prevenção e tratamento. “Na rinite alérgica, os principais sintomas são espirros frequentes, nariz entupido, escorrendo ou coçando. Na asma, são chiado e falta de ar”, explicou a médica.

A rinite alérgica é uma das doenças crônicas mais comuns e sua prevalência no Brasil varia entre 20 a 30% da população. Apesar de não possuir gravidade significativa, a rinite traz prejuízo à qualidade de vida das pessoas, além de favorecer o agravamento de outras doenças respiratórias, como a sinusite e asma.

Já a asma acomete 300 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, de 10 a 25% da população são asmáticos e pelo menos 10 milhões de brasileiros convivem com a forma persistente da doença.

“Nos últimos anos, pesquisadores de todo o mundo têm alertado sobre a importância de se tratar a rinite para obtenção de um controle mais eficaz da asma”, frisou Marisa Lages Ribeiro. A alergista explicou que as duas doenças têm sido apontadas como manifestações de um mesmo processo crônico inflamatório das vias aéreas.

O evento teve o apoio da Associação Médica de Minas Gerais e da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia – Regional Minas Gerais (Asbai-MG) .

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