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Abra/MG comemora Dia Mundial da Asma

28/06/2010

O Ano do Pulmão (2010) e o Dia Mundial da Asma (04 de maio) foram comemorados em Belo Horizonte, no mês de maio, na palestra promovida pela Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA/MG) em conjunto com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia – Regional Minas Gerais (ASBAI-MG) e a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG). O tema foi “O custo da asma para a família brasileira”, ministrado pelo pneumologista ALCINDO CERCI NETO, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia. Foram abordados assuntos relacionados à ASMA e seu impacto na vida das pessoas e no sistema de saúde do País.

É bom lembrar que a asma acomete de 10 a 25% da população no Brasil, dependendo da faixa etária. Pelo menos 10 milhões de brasileiros convivem de forma persistente com a doença, que pode provocar tosse, chiado, aperto no peito e falta de ar. Em todo o mundo, o número chega a 300 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A asma afeta pessoas de todas as idades e, no Brasil, é a quarta maior causa de hospitalização, correspondendo a 398 mil internações por ano (DATASUS, 2001). “Isso equivale ao terceiro maior gasto do Sistema Único de Saúde (SUS) com uma doença específica, a um custo de aproximadamente R$ 111 milhões. Além disso, a asma é responsável por uma média de 2.500 óbitos/ano, dos quais 70% ocorreram durante a hospitalização”, afirma o pneumologista Alcindo Cerci.

Porém, nem todo o impacto da doença pode ser mensurado financeiramente. “Qual seria o custo pessoal de uma mãe que se desespera ao ver seu filho pequeno respirar de forma inadequada? Ou de um pai que teve de faltar ao trabalho para acompanhar seu filho no hospital? Ou mesmo de um jovem que não consegue trabalhar porque sente falta de ar ao esforço físico?”, questiona o especialista. Os custos da asma podem ser divididos em três tipos: os custos diretos (aqueles que podem ser calculados, como médicos, serviços de ambulância, cuidados domésticos, medicamentos e hospitalizações), os indiretos (relacionados a faltas ao trabalho, direitos previdenciários, faltas escolares, redução de produtividade) e os incalculáveis (o sofrimento humano pessoa e familiar).

Concluiu-se que a maneira mais eficaz de reduzir os custos da asma é o controle da doença, através de diagnóstico e tratamento adequados. “Quanto mais grave a forma da doença, maiores são os gastos”, lembrou o palestrante. Para evitar crises e internações, é fundamental buscar orientação médica e seguir o tratamento prescrito. Bem controlada, a asma não é empecilho para uma boa qualidade de vida.

Algumas cidades brasileiras possuem programas de saúde específicos para asmáticos. Em Minas, por exemplo, destacam-se os das cidades de Belo Horizonte, Contagem, Itabira e Santa Luzia. Na capital mineira, o “Programa Criança que Chia” foi implantado em 1994 pela Secretaria Municipal de Saúde e já apresentou bons resultados: redução nas hospitalizações e mudança na forma de tratamento das crises de asma. Nas urgências e hospitais o uso do aerossol cresceu 300% e houve diminuição pela metade do uso de nebulizações com oxigênio. Isso significa que o tratamento inalatório tem sido priorizado para a população de crianças e adolescentes de Belo Horizonte.

O evento divulgado com apoio da equipe de jornalismo da AMMG, contou com representantes da Aliança Mundial contra Doenças Respiratórias (Gard-Brasil), da Global Iniciative for Asthma (Gina-Brasil) e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. A entrada foi gratuita e compareceram mais de 80 pessoas.

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