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Medicação inalatória na asma: quando e como usar?

09/08/2010

Palestra explicou benefícios e riscos do medicamento no tratamento da doença

No mundo, cerca de 300 milhões de pessoas têm asma. Entre a população brasileira, estima-se que 11,4% apresentam a doença. Nas últimas décadas, a compreensão da asma como doença inflamatória dos brônquios levou ao desenvolvimento do tratamento com corticóides inalatórios como medicação fundamental para seu controle. Os medicamentos inalatórios, alguns conhecidos popularmente como “bombinhas”, estão disponíveis no Brasil há mais de 40 anos, mas só se popularizaram na década de 80. Em 1996, a prefeitura de Belo Horizonte, através do Programa Criança que Chia, começou a utilizá-los em crianças com quadro de asma até cinco anos de idade. Nas grandes metrópoles brasileiras, o uso dessas medicações é comum nos serviços do SUS há dez anos, pelo menos. No entanto, a partir de 2005, com políticas públicas direcionadas para o financiamento do tratamento e melhoria do acesso gratuito à medicação no SUS, verifica-se um estímulo a organização municipal de serviços públicos de saúde direcionada à asma, em todo o território nacional.

Para explicar os riscos e os benefícios do medicamento no tratamento da doença, os Departamentos de Alergia, Pediatria e Pneumologia da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em parceria com a Associação Brasileira de Asmáticos (Abra-MG), promoveram a palestra “Medicação inalatória na asma: quando e como usar?”. O evento foi realizado no dia 3 de agosto, na sede da AMMG. O pneumologista Guilherme Freire Garcia proferiu a palestra, que visou a esclarecer asmáticos e familiares sobre o uso dos inalatórios.

Dr. Guilherme, auxiliado pela enfermeira Alessandra e a técnica de enfermagem, Vera Lúcia, ajudou a conhecer os diferentes dispositivos inalatórios e as diferentes técnicas de inalação. Ele explicou que um inalador pode não ser adequado para uma determinada pessoa, prejudicando o tratamento da asma. “É sempre bom conferir se o paciente aprendeu mesmo a inalar corretamente o medicamento, antes de desistir do tratamento ou aumentar as doses do medicamento”

De acordo com o pneumologista, além das medidas usuais para o controle da asma – como ambientes limpos, evitar o tabagismo, praticar exercícios físicos, entre outros – o uso dos inalatórios também pode ajudar no controle da doença. “O uso dos inalatórios é recomendável em todos os estágios da asma. A medicação é distribuída diretamente nos pulmões e por isso é possível o uso de doses bem menores que as formulações em comprimidos e xaropes. Além disso, os inaladores são dispositivos portáteis e por isso, fáceis de carregar. Podem ser usados no tratamento preventivo da doença e nas crises, que podem acontecer inesperadamente. Os inalatórios devem ser usados mesmo na forma leve da doença e principalmente nas crises, porque o medicamento age mais rápido” explica.

Garcia afirma que a medicação inalatória é muito segura desde que prescrita em doses adequadas para cada faixa etária (doses menores para crianças) e de acordo com a gravidade do quadro (doença leve = doses menores; doença grave = doses maiores). Ele esclarece que todo o tratamento deve ser acompanhado pelo médico. “O especialista pode avaliar o risco-benefício de doses mais elevadas e de tempo prolongado de uso dos inalatórios.” O médico também irá orientar o paciente sobre como usar as “bombinhas”.  Um asmático pode ter mais facilidade de inalar o medicamento com certo tipo de inalador do que com outro. “Existem várias técnicas de respiração adequadas para tipos diferentes de inaladores. Há dispositivos conhecidos com câmaras inalatórias ou espaçadores que podem ser acoplados ao medicamento para auxiliar a técnica adequada em pessoas com dificuldade”, explica.  Encontrar o inalador certo para cada tipo de asmático é importante para o sucesso do tratamento.

O pneumologista Guilherme Freire Garcia destaca que atualmente os medicamentos inalatórios mais conhecidos como “bombinhas” referem-se àqueles onde a medicação é administrada por inalador dosimetrado. “A dose é disparada após compressão do dispositivo com gás comprimido”, completa. Segundo Garcia, já existem outras medicações inalatórias que utilizam outros dispositivos como inaladores de pó seco, em cápsulas ou armazenadas dentro do próprio dispositivo. “Estas não utilizam o gás e, portanto, não se parecem com ‘bombinhas’”.

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4 Comentários leave one →
  1. EDVANI CURVELO permalink
    29/09/2010 21:24

    Ótimo trabalho este feito por vocês!
    Gostaria de me associar, como faço?
    Aguardo retorno.
    Grata.

    • ABRA/MG permalink*
      01/01/2011 22:46

      Cara Edvani
      para associar-se à AbraMG basta você frequentar as palestras na Sede da Associação Médica de MG ou fazer contato pelo telefone: 31-9762-1333.
      A próxima palestra será dia 1 de março às 19 horas.
      A filiação é gratuita.
      Disponibilizaremos a programação anual das palestras no blog.
      Obrigada pelo contato.
      Dra Corina Toscano Sad

  2. EDVANI CURVELO permalink
    29/09/2010 17:42

    Boa tarde!
    Estão de parabéns por este trabalho tão importante!
    Gostaria de saber como faço para poder participar das palestras.
    Obrigada,

    • ABRA/MG permalink*
      01/01/2011 22:48

      Pode aguardar a programação das palestras no blog, Edvani.
      Estamos esperando a sua participação.
      Dra Corina

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