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Fumo e asma: impossível dar certo

06/11/2011

 As consequências do fumo na pessoa asmática foi o tema da palestra de outubro, proferida pela  pneumologista pediátrica e presidente da Comissão de Controle do Tabagismo, Alcoolismo e Uso de Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais (Contad-AMMG), Maria das Graças Rodrigues de Oliveira. Veja abaixo os principais tópicos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é a maior causa evitável de doença e morte no mundo, sendo responsável  por 6 das 8 principais causas de morte. Anualmente, morrem cerca de 5 milhões de fumantes no mundo, sendo 200 mil no Brasil. De cada dois fumantes regulares, um morrerá em conseqüência das doenças provocadas pelo fumo. O fumo do tabaco, em suas várias formas (cigarro, cachimbo, charuto, cigarro de palha, rapé, fumo de rolo, bidis, narguilé e outros), contém aproximadamente 5 mil substâncias tóxicas que são responsáveis, direta ou indiretamente, por mais de 50 doenças. As mais frequentes são o câncer (de diversos locais do corpo), doenças do coração e vasos sangüíneos e dos pulmões.

A exposição de não-fumantes à poluição do ambiente causada pelo fumo (tabagismo passivo) aumenta o risco de câncer do pulmão, infarto do miocárdio e outras doenças.  A gestante que fuma tem um risco aumentado de complicações da gravidez, como abortos, sangramentos, partos prematuros, etc. Pode  haver danos para o bebê, como baixo peso de nascimento, aumento do risco de morte súbita infantil, doenças respiratórias nos primeiros anos de vida e comprometimento da inteligência. As crianças que convivem com fumantes têm maior risco de apresentar  infecções respiratórias (pneumonias  e outras),  asma brônquica e de morrer em conseqüência das mesmas.

TABAGISMO E ASMA

Segundo estudos, de 25% a 35% dos pacientes portadores de asma são fumantes regulares. Fatores imunológicos e não imunológicos são importantes desencadeadores da asma, entre os quais está o tabagismo ativo e a exposição ao tabagismo ambiental (tabagismo passivo).

TABAGISMO ATIVO E ASMA

O tabagismo ativo é associado com a piora dos sintomas e aumento da gravidade da asma, alta frequência de utilização dos serviços de saúde e internações, menor controle e resposta reduzida ao tratamento com corticosteróides, além do declínio acelerado da função pulmonar. Ocorre também aumento do remodelamento das vias aéreas e piora da qualidade de vida.

TABAGISMO PASSIVO E ASMA

Vários estudos mostram que a exposição do feto ao fumo materno durante a gravidez  pode levar a alterações do desenvolvimento pulmonar, com aumento do risco de doenças respiratórias, incluindo asma e chieira não alérgica em idade precoce.

Durante a infância, a exposição ao tabagismo dos pais, principalmente da mãe, ou de outros cuidadores da criança, pode desencadear o aparecimento da asma, aumentar a sua gravidade, provocar crises mais freqüentes com maior necessidade de internações, redução da função pulmonar e piora da qualidade de vida.

Cerca de 30% das mulheres fumam durante a gravidez e a maioria continua a fumar depois do parto. Neste caso, o risco de asma e outras doenças respiratórias é muito aumentado.

CONCLUSÃO

Fumo e asma são absolutamente incompatíveis. Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde informem, aconselhem e apóiem seus pacientes asmáticos para a cessação do tabagismo.

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