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A asma ainda é causa de morte no Brasil e no mundo

20/02/2012

Duas mortes causadas pela asma ainda causam espanto tanto aqui como no mundo. Apenas neste mês de fevereiro, duas vidas foram ceifadas pela doença:Marcelo Dino, adolescente de 13 anos em Brasília-DF e Anthony Shadid, premiado jornalista americano de origem libanesa de 43 anos. Este último morreu durante uma cobertura jornalística na Síria, clandestina e arriscada, porém típica de um profissional “determinado a ser testemunha da transformação que varre o Oriente Médio” (palavras de seu próprio pai). Alérgico ao cavalo que o transportava para a fora do país, começou a passar mal durante a viagem mas não resistiu ao ataque de asma. Seu pai confirmou que ele era asmático desde a infância.

O QUE É ASMA?

A asma é uma doença crônica com componentes hereditário e ambiental determinantes para seu aparecimento. Têm risco mais elevado ter a doença os filhos de pais asmáticos e  pessoas que vivem em areas urbanas, com muita poluição. Outros fatores que levam a doença são as alergias e as infecções respiratórias. Importante é reconhecer os desencadeantes das crises de asma, chamados gatilhos, que podem ser diferentes para cada pessoa: poeira, cheiros forte, fumo, pelos de animais, grandes altitudes, variações de temperatura, estresse emocional e até exercícios físicos. Esses estímulos estreitam os brônquios e dificultam a passagem do ar.

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Principais sintomas da asma

  • aperto no peito
  •  chiado
  •  tosse
  • falta de ar

Como é o tratamento?

Dependendo da gravidade da doença, há necessidade de uso diário e prolongado de medicamentos anti-inflamatórios inalados a base de corticosteróides. Evitam a resposta inflamatória do organismo e são eficazes para reduzir os sintomas de asma. Quando usados por períodos prolongados, os corticóides inalados reduzem as chances de ataques de asma, tornando as vias aéreas menos sensíveis a certos estímulos.

As bombinhas com broncodilatadores podem ser associadas aos corticóides para aliviar os sintomas em caso de crises ou nas formas mais graves. Os broncodilatadores de longa ação são usados diariamente e os de curta ação são usados somente nas crises, quando necessários.

DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE A ASMA

Estima-se que 10% da população tenha a doença, mas apenas 20 a 30% dos pacientes seguem o tratamento corretamente. A grande maioria abandona o tratamento porque acredita que não precisa do tratamento e só usa a bombinha na crise, sem controle médico. Somente após acompanhamento adequado e monitoramento do controle da doença, é possível em alguns casos, a retirada dos medicamentos controladores. E mesmo com o tratamento adequado, em ataques mais graves, que incluem aqueles com maiores dificuldades para respirar e falar, é imprescindível procurar assistência médica.

A doença mata por ano no Brasil cerca de 2500 pessoas (sete por dia). Foram 156 mil hospitalizações por asma em 2011, segundo o Ministério da Saúde. Grande parte dessas mortes (37%) ocorreram em pessoas com mais de 75 anos.

ABANDONO DOS REMÉDIOS POR CONTA PRÓPRIA É A MAIOR CAUSA DE MORTE PELA DOENÇA

Todos esses danos são evitáveis com o tratamento adequado. Existem tratamentos subsidiados ou gratuitos  para todas as formas da doença: leve, moderada ou grave. Alguns medicamentos podem ser encontrados no programa da Farmácia Popular e nos postos de saúde do SUS ou nos locais de dispensação das secretarias estaduais de saúde, de acordo com a complexidade da doença e o custo do tratamento. Existem algumas novas formas de tratamento para as formas graves da doença que ainda são inacessíveis à maioria dos pacientes devido a seu alto custo ou falta de equipamentos. É o caso do medicamento imunobiológico injetável, omalizumab, e do procedimento cirúrgico chamado termoplastia. Neste procedimento, um tubo leva até os brônquios um dispositivo gerador de calor. O aquecimento faz a musculatura lisa dos brônquios perder a força de contração. Este equipamento ainda não foi aprovado no Brasil.

A AbraMG promoverá a primeira palestra sobre asma no dia 7 de março, quarta-feira, às 19h. O tema escolhido foi “Qualidade de vida na asma”. Compareçam! A entrada é franca e o local, na sede da Associação Médica de Minas Gerais, na Av. João Pinheiro, 161- Centro.

Fonte: http://www.folha.com/saude

 

 

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