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Palestra de maio/2012 “Internações e mortes por asma: é possível evitar?”

16/06/2012

Estima-se que existam 300 milhões de pessoas asmáticas no mundo. No Brasil, de 10 a 20% das pessoas podem desenvolver asma. Episódios recorrentes de falta de ar, chiado e aperto no peito, desencadeados por substâncias alérgicas, como mofo, poeira, pelo de animais, perfumes, além de mudanças climáticas e infecções respiratórias são os principais fatores que provocam a doença que, em um grau mais avançado, pode levar às internações e causar a morte.

Para alertar a população sobre os riscos da enfermidade, os Departamentos de Alergia, Pediatria e Pneumologia da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em parceria com a Associação Brasileira de Asmáticos (AbraMG), promoveram a palestra com o tema ainda pouco discutido. A palestra, gratuita, foi ministrada pelo pneumologista Guilherme Freire Garcia, diretor da AbraMG.

Em uma crise grave, que eventualmente pode evoluir para óbito, o paciente tem falta de ar intensa, pode apresentar agitação e posteriormente sonolência, pode ficar com as extremidades arroxeadas e ter dificuldade para falar uma frase inteira sem pausa para respirar. “Pode haver limitação da atividade física de pacientes com asma mal controlada. O paciente não tratado tem a possibilidade de piora da capacidade pulmonar a longo prazo e até mesmo morrer.”

O pneumologista explica que a prevenção é feita com a manutenção dos ambientes domiciliar e de trabalho livres de poeira, mofo e de outros fatores que levam às crises. “Na crise aguda, os broncodilatadores de ação rápida são utilizados e nos casos graves é necessário que sejam ministrados corticóides via oral ou injetável, além do uso de oxigenioterapia (cilindros de oxigênio que levam ar ao pulmão). Na fase crônica, para os pacientes com asma persistente, são necessários os corticóides inalatórios, popularmente conhecidas como bombinhas e broncodilatadores de ação prolongada”.

Há outros aspectos importante que devem ser levados em consideração para evitar a morte por asma: “Do ponto de vista do paciente, é necessário que ele reconheça a doença como potencialmente grave e siga o tratamento indicado para seu caso. Ainda é importante que ele saiba reconhecer uma crise grave e procurar serviço médico imediatamente. O médico também deve ser capaz de avaliar e tratá-lo adequadamente. Quanto ao sistema de saúde, é necessário transporte adequado no momento do socorro e a disponibilização de leitos de unidades de terapia intensiva para os casos que demandem maior cuidado”, reforça Garcia.

Segundo o Datasus, nos últimos 10 anos, cerca de duas mil e quinhentas pessoas morreram por ano no Brasil em decorrência da asma, o que representa sete óbitos por dia. Os pacientes com mais risco de morte, segundo especialistas, são os que já tiveram uma internação anterior no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) por asma, não fazem o tratamento correto, utilizam frequentemente a bombinha de alívio (mais do que um frasco por mês), com distúrbio psiquiátrico e que usam sedativos.

O blog da AbraMG disponibiliza a palestra na íntegra. Acesse com um clique no link abaixo.

Palestra AbraMG Mortalidade na asma

Platéia de asmáticos em Belo Horizonte.

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